A DOUTRINA DO PAPA SÃO PIO X

A crise em que vivemos impõe nos fiéis a necessidade de buscar lugares seguros para se instruir na Fé. Um desses locais é o Catecismo de São Pio X, último Papa elevado aos altares. Entretanto, o que não é de conhecimento comum, é que há dois catecismos cuja autoria é creditada a esse Santo Papa, o primeiro editado em 1905 e o segundo em 1912.

A obra de 1905 é, na verdade, de autoria de Bispos e apenas aprovada pelo Papa São Pio X. Enquanto que o catecismo de 1912 tem São Pio X como autor, tendo por intenção retificar erros ou imprecisões contidas no catecismo de 1905.

Infelizmente, é o catecismo de 1905 que é mais conhecido, vendido e distribuído, inclusive gratuitamente, pela internet, recebendo o nome, erroneamente, de Catecismo Maior de São Pio X (o que aumenta mais a confusão).

Graças a Deus e à iniciativa de bons católicos é que chega aos fiéis o Catecismo da Doutrina Cristã — não apenas com a aprovação, mas de autoria do Papa São Pio X — publicado pela Editora Realeza. O texto que exporemos abaixo explica pormenorizadamente a história e diferença entre os dois catecismos.

Os que quiserem adquirir o verdadeiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X, enriquecido com irretocáveis explicações do Revmo. Pe. Perardi — explicações essas aprovadas pelo mesmo Papa São Pio X —, podem acessar aqui a livraria da editora Realeza (Obras Católicas) com desconto exclusivo (no fechamento da compra, usar o cupom Catecismo5).

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OS SÍMBOLOS DA FÉ DA IGREJA

É certo que Nosso Senhor veio ao mundo também para revelar a verdade sobre Deus. O conjunto de tudo o que Ele ensinou à Igreja é demasiado grande para que se possa escrever num só livro (cf. Jo 20,30).

Por isso a Santa Igreja sintetizou aquilo que devemos crer em profissões de Fé, que foram chamadas de símbolos. Do grego, symbolon significa sinal, marca distintiva, insígnia [1]. Por extensão, o símbolo é o sinal de identificação dos fiéis cristãos.

Finalmente, podemos dizer que o Símbolo é a coletânea das verdades que os fiéis devem crer acerca daquilo que Nosso Senhor revelou à Sua Igreja. A Igreja propõe três símbolos: o Símbolo dos Apóstolos, o Símbolo de Niceia-Constantinopla e o Símbolo de Santo Atanásio. Continuar lendo

XII ARTIGO: VIDA ETERNA

dies irae (3)

Por fim, a doutrina católica confessa a fé na vida eterna: “[creio] na vida eterna”. Assim os últimos acontecimentos, i.e., os quatro novíssimos: a morte, o juízo (seja particular, seja universal), o inferno (como visto aqui) e o paraíso. Eles são o desdobramento da ressurreição dos mortos.

Depois da morte, há outra vida, eternamente feliz para quem morreu na graça de Deus ou eternamente infeliz para os que tiveram morrido sem a graça, ou seja, em estado pecado mortal. Deus, de fato, “recompensa os que O procuram” (Hb 11,6). Continuar lendo

XI ARTIGO: RESSURREIÇÃO DA CARNE

dies irae (6)

Deus onipotente, para o qual nada é impossível, ressuscitará dos mortos todos os homens. Isso é o que nos ensina este artigo “[creio] na ressurreição da carne”:

Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos (I Cor 15,21).

Essa verdade foi defendida largamente pela Tradição da Igreja e pelo Magistério:

Todos ressuscitarão com seus próprios corpos que agora têm, para serem retribuídos conforme as suas obras, quer tenham sido boas ou más: estes (os réprobos) terão, com o diabo, a pena eterna; estes (os eleitos), com Cristo, a glória sempiterna (Concílio de Latrão IV, séc. XII, De fide catholica, cf. Denz. 429).

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X ARTIGO: REMISSÃO DOS PECADOS

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Cremos, como visto no artigo IV, que todo pecado foi remido através do Sacrifício de Nosso Senhor: a Redenção é superabundante, como afirma o Apóstolo “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20). Agora, por este artigo, a Igreja propõe à crença dos fiéis a verdade de que ela mesma recebeu de Cristo, seu Esposo, o poder de remir todos os pecados.

Depois de afirmar a total liberdade e liberalidade da Igreja em relações aos pecados perdoados, as indulgências, o Credo afirma que essa mesma Igreja tem o poder real e próprio de perdoar também os pecados em si. Isso a Igreja exerce através dos Sacramentos, especialmente Batismo e Penitência (Confissão). Continuar lendo