I ARTIGO: TRINDADE (PARTE 3 DE 4)

Santíssima Trindade

A existência de Deus, Princípio e Fim de todas as coisas, é uma verdade demonstrável e possível de conhecer com certeza pela luz natural da razão humana, por meio das coisas criadas; a vida íntima de Deus, por outro lado, nunca poderia ser conhecida pela razão criada, mas apenas se manifestado por Ele mesmo.

A realidade dessa vida íntima, absurdamente inebriante e escondida em Deus, apenas poderia ser conhecida pela Revelação:

Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem O revelou (Jo 1,18).

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A VOZ DO POVO NÃO É A DE DEUS

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«Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja o que vem em nome do Senhor».

«Que seja crucificado».

Que tremenda meditação nos propõe o II Domingo da Paixão ou Domingo de Ramos…

Em primeiro, vemos o Cristo, entrando triunfante em sua cidade. Cristo Rei, mas um Rei «manso e humilde», pois está no “jumento, que leva o jugo” (Evangelho dos Ramos). Por isso, a Liturgia faz uso dos paramentos vermelhos, a cor régia. E inicia-se a procissão de ramos. Continuar lendo

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM E PATRONO DA IGREJA UNIVERSAL

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É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.

Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro Esposo da Rainha do mundo e Senhora dos Anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos Seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse: “Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor!” (Mt 25,21). Continuar lendo

CONTRA A OBEDIÊNCIA CEGA

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No movimento tradicionalista exite um problema radical que é o da desobediência. Já me ocorreram alguns problemas quando afirmei isso em ambientes tradicionais, normalmente sendo hostilizado e banido. Falta a esses um pouco de paciência e, talvez, maturidade — emocional e intelectual — para ouvir críticas e percebê-las de modo não necessariamente ruim.

Ninguém pode negar que a tradição nasceu da desobediência. Entenda-se, aqui, a desobediência material, pois que formalmente não se queria desobedecer à alta hierarquia eclesiástica, mas salvar a Fé ameaçada pelo modernismo de Roma. Continuar lendo

I ARTIGO: DEUS (PARTE 2 DE 4)

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O Credo católico tem como premissa a existência de Deus; passamos então à indagação: o que (ou quem?) é Deus?

Deus é a essência (ou natureza) espiritual infinitamente perfeita, que existe por Si mesma e de Quem todos os outros seres recebem a existência. A natureza de Deus é Ser (ou existir), ou seja, Ele existe por propriedade natural. A Igreja confessa essa verdade pelo seu Magistério infalível:

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crê e confessa que há um [só] Deus verdadeiro e vivo, Criador e Senhor do céu e da terra, onipotente, eterno, imenso, incompreensível, infinito em intelecto, vontade e toda a perfeição; o qual, sendo uma substância espiritual una e singular, inteiramente simples e incomunicável, é real e essencialmente distinto do mundo, sumamente feliz em Si e por Si mesmo, e está inefavelmente acima de tudo o que existe ou fora dele se possa conceber (Concílio Vaticano I, Constituição dogmática Dei Filius, Denz. 1782, destaques nossos).

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