MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES: ALEGRAI-VOS

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«Alegrai-vos, Jerusalém; regozijai com alegria, que em tristeza tendes sido, para que exulteis e vos sacieis dos peitos de vossas consolações».

Por que a Santa Igreja inicia a Missa do IV Domingo da Quaresma com essas palavras? De fato, o órgão pode ser tocado, o roxo dá o espaço para o róseo (a mitigação da austeridade) e as flores podem ornar o altar. Continuar lendo

O DEMÔNIO MUDO E O ESPÍRITO IMUNDO

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«Os meus olhos estão para o Senhor, pois Ele arrancará do laço os meus pés».

Eis o Introito da Missa de hoje, III Domingo da Quaresma. Em outro texto, oportunamente falou-se da relação entre Ofício e Missa e sua complementaridade. Novamente, aqui, temos o mesmo processo. As Matinas põem em destaque a figura de José do Egito, vendido pelos seus como escravo. Claramente aqui se vê a referência a Nosso Senhor, vendido por seu amigo pelo preço de um escravo. Continuar lendo

A TRANSFIGURAÇÃO OU UMA MENSAGEM AOS TRADICIONALISTAS

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«Senhor, bom é estarmos aqui; se quiserdes, faremos aqui três tabernáculos, um para Ti, um para Moisés e outra para Elias».

O II Domingo da Quaresma tem por Evangelho a Transfiguração do Senhor. Esse fato, também comemorado em outra oportunidade no calendário (dia 6 de agosto), tem, sim, importância para os exercícios quaresmais. Enquanto o foco da festa do dia 6 é precisamente o fato em si, a manifestação da glória do Senhor, na Quaresma, por sua vez, o centro é a nossa conversão: transfigurar nossos corações impuros naquelas cândidas vestes batismais. Conversão essa que se dará, impreterivelmente, pela oração (simbolizada pela subida ao monte). Continuar lendo

PENITÊNCIA, EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA QUARESMA

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Todos os anos a CNBB consegue desvirtuar completamente o verdadeiro sentido da Quaresma com sua Campanha da Fraternidade (sic!), que esse ano é também ecumênica (sobre o ecumenismo). Um desvio que já salta a olhos vistos por seu nome! Numa tentativa de ajudar alguns sobre o verdadeiro sentido deste tempo litúrgico, publicamos o texto a seguir.

Texto originalmente aqui.

Por Roberto de Mattei.

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Penitência: clamada pelo Paraíso e odiada pelo mundo

 

Se há um conceito que é radicalmente estranho à mentalidade contemporânea este é o de penitência. O termo e a noção de penitência evocam uma ideia do sofrimento nos imposto por nós mesmos para expiar nossas dívidas ou as de outros, e para unir-nos aos méritos da Paixão Redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. O mundo moderno rejeita o conceito de penitência porque está imerso no hedonismo e professa o relativismo, a negação de qualquer bem pelo qual seja digno sacrificar-se, a não ser em busca de algum prazer. Só isso pode explicar episódios como o recente ataque furioso da mídia contra as [freiras] Franciscanas da Imaculada, cujos monastérios são descritos como locais de tortura, apenas porque uma vida penitencial e austera é lá praticada. Usar o cilício ou estampar o monograma do nome de Jesus em seu peito são considerados [gestos] bárbaros, enquanto que a prática do sadomasoquismo ou indelevelmente tatuar seu corpo são considerados um direito inalienável do indivíduo. Continuar lendo