XII ARTIGO: VIDA ETERNA

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Por fim, a doutrina católica confessa a fé na vida eterna: “[creio] na vida eterna”. Assim os últimos acontecimentos, i.e., os quatro novíssimos: a morte, o juízo (seja particular, seja universal), o inferno (como visto aqui) e o paraíso. Eles são o desdobramento da ressurreição dos mortos.

Depois da morte, há outra vida, eternamente feliz para quem morreu na graça de Deus ou eternamente infeliz para os que tiveram morrido sem a graça, ou seja, em estado pecado mortal. Deus, de fato, “recompensa os que O procuram” (Hb 11,6). Continuar lendo

XI ARTIGO: RESSURREIÇÃO DA CARNE

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Deus onipotente, para o qual nada é impossível, ressuscitará dos mortos todos os homens. Isso é o que nos ensina este artigo “[creio] na ressurreição da carne”:

Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos (I Cor 15,21).

Essa verdade foi defendida largamente pela Tradição da Igreja e pelo Magistério:

Todos ressuscitaram com seus próprios corpos que agora têm, para serem retribuídos conforme as suas obras, quer tenham sido boas ou más: estes (os réprobos) terão, com o diabo, a pena eterna; estes (os eleitos), com Cristo, a glória sempiterna (Concílio de Latrão IV, séc. XII, De fide catholica, cf. Denz. 429).

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X ARTIGO: REMISSÃO DOS PECADOS

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Cremos, como visto no artigo IV, que todo pecado foi remido através do Sacrifício de Nosso Senhor: a Redenção é superabundante, como afirma o Apóstolo “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20). Agora, por este artigo, a Igreja propõe à crença dos fiéis a verdade de que ela mesma recebeu de Cristo, seu Esposo, o poder de remir todos os pecados.

Depois de afirmar a total liberdade e liberalidade da Igreja em relações aos pecados perdoados, as indulgências, o Credo afirma que essa mesma Igreja tem o poder real e próprio de perdoar também os pecados em si. Isso a Igreja exerce através dos Sacramentos, especialmente Batismo e Penitência (Confissão). Continuar lendo

IX ARTIGO: COMUNHÃO (PARTE 2 DE 2)

Purgatorio

A Comunhão dos Santos é a finalidade e a razão da vida humana e pode ser definida como a participação dos membros da Igreja, pela íntima união que existe entre todos, nos bens espirituais, assim internos como externos, que lhe pertencem.

Chama-se Comunhão dos Santos porque os membros do Céu já estão na posse de Deus; os do Purgatório, a caminho dela; e os da Terra são santificados pelos Sacramentos e chamados à santidade. Continuar lendo

IX ARTIGO: A IGREJA DE CRISTO (PARTE 1 DE 2)

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«Senhor Deus, firmemente creio e confesso tudo e só o que a Santa Igreja Católica propõe, porque, Deus, a ela revelastes, Vós que sois a Verdade e a Sabedoria que nunca falha e não pode falhar. Nesta Fé viverei e permanecerei até a morte».

Este é o ato de Fé que, juntamente com os atos de Esperança, Caridade e contrição, todo o católico deveria fazer diariamente. Nesta belíssima oração, Deus é chamado de Verdade. Na Sagrada Escritura, lemos que a Igreja, que é a casa de Deus, é coluna e sustentáculo da Verdade (cf. I Tm 3,15); Verdade esta que nos liberta (cf. Jo 8,32) e que é o próprio Jesus Nosso Senhor: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). É realmente através dessa única Igreja do Deus vivo (cf. I Tm 3,15) que todas e cada uma das verdades divinamente reveladas se mantêm inalteradas e vencem os tempos e as investidas das heresias no decurso dos séculos, pois “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (cf. Mt 16,18) e assim todos possam, crendo nessas verdades, se salvar: Continuar lendo