SACRAMENTO DA PENITÊNCIA

(c) Newtown Town Council; Supplied by The Public Catalogue Foundation

O quarto Sacramento é a Penitência, também conhecido como Confissão. Ganhou esse nome porque na antiguidade seu ponto mais notório eram as duras penitências públicas impostas aos fiéis [1], como pode ser lido já no século II em Santo Irineu de Lião (cf. Contra as hereias, I 6,3).

A Penitência, enfim, é o Sacramento que perdoa os pecados cometidos depois do Batismo, mudando para temporal a pena eterna [2].

Como nossa natureza foi essencialmente atingida pela concupiscência [3], nem sempre nos mantemos fiéis às promessas e à Fé que abraçamos no nosso Batismo, as quais se aperfeiçoaram e cresceram na Confirmação e são nutridas pela Eucaristia. Por esse mesmo motivo, a Penitência é, depois do Batismo, o Sacramento mais indispensável à salvação. Continuar lendo

LEI TRADICIONAL DA PENITÊNCIA

2012aa44634Chega a Quaresma – em outras ocasiões também – algumas pessoas que, por algum motivo, sentem-se ligadas às formas tradicionais da vida católica, veem-se sem saber quando e como são as maneiras de penitência que a Igreja sempre (ou por tempos imemoriais) utilizou.

Tomarei aqui as regras contidas nos cânones do Código de Direito Canônico (CDC) de 1917, não mais vigente (o atual Código é datado de 1983). Continuar lendo

PENITÊNCIA, EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA QUARESMA

lourdes1

Todos os anos a CNBB consegue desvirtuar completamente o verdadeiro sentido da Quaresma com sua Campanha da Fraternidade (sic!), que esse ano é também ecumênica (sobre o ecumenismo). Um desvio que já salta a olhos vistos por seu nome! Numa tentativa de ajudar alguns sobre o verdadeiro sentido deste tempo litúrgico, publicamos o texto a seguir.

Texto originalmente aqui.

Por Roberto de Mattei.

****************

 

Penitência: clamada pelo Paraíso e odiada pelo mundo

 

Se há um conceito que é radicalmente estranho à mentalidade contemporânea este é o de penitência. O termo e a noção de penitência evocam uma ideia do sofrimento nos imposto por nós mesmos para expiar nossas dívidas ou as de outros, e para unir-nos aos méritos da Paixão Redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. O mundo moderno rejeita o conceito de penitência porque está imerso no hedonismo e professa o relativismo, a negação de qualquer bem pelo qual seja digno sacrificar-se, a não ser em busca de algum prazer. Só isso pode explicar episódios como o recente ataque furioso da mídia contra as [freiras] Franciscanas da Imaculada, cujos monastérios são descritos como locais de tortura, apenas porque uma vida penitencial e austera é lá praticada. Usar o cilício ou estampar o monograma do nome de Jesus em seu peito são considerados [gestos] bárbaros, enquanto que a prática do sadomasoquismo ou indelevelmente tatuar seu corpo são considerados um direito inalienável do indivíduo. Continuar lendo