SACRAMENTO DA UNÇÃO

Blog-slide 2662.jpg

Já foi dito que o tempo que o homem tem de merecer ou não merecer é enquanto está vivo, chamado de estado de via, seguindo-se a isso seu estado final. É natural que no momento mais grave do homem, determinante de seu destino eterno, o semeador da cizânia venha tentá-lo para que se perca e morra inimigo de Deus. Além desse aspecto sobrenatural da batalha espiritual que todos travam, há ainda as paixões que nesse momento derradeiro pode assolar a qualquer um. Continuar lendo

SACRAMENTO DA PENITÊNCIA

(c) Newtown Town Council; Supplied by The Public Catalogue Foundation

O quarto Sacramento é a Penitência, também conhecido como Confissão. Ganhou esse nome porque na antiguidade seu ponto mais notório eram as duras penitências públicas impostas aos fiéis [1], como pode ser lido já no século II em Santo Irineu de Lião (cf. Contra as hereias, I 6,3).

A Penitência, enfim, é o Sacramento que perdoa os pecados cometidos depois do Batismo, mudando para temporal a pena eterna [2].

Como nossa natureza foi essencialmente atingida pela concupiscência [3], nem sempre nos mantemos fiéis às promessas e à Fé que abraçamos no nosso Batismo, as quais se aperfeiçoaram e cresceram na Confirmação e são nutridas pela Eucaristia. Por esse mesmo motivo, a Penitência é, depois do Batismo, o Sacramento mais indispensável à salvação. Continuar lendo

SACRAMENTO DA EUCARISTIA: RITUAL

sacrament3

Como já visto, a Eucaristia tem um duplo aspecto — de Sacramento e de Sacrifício — e por isso dois rituais poderiam ser tratados aqui: o rito da comunhão propriamente (referente ao Sacramento) e o rito da Missa (referente ao Sacrifício). O rito da Missa, como é sabido (e alvo de muitos textos neste site), sofreu enormes transformações na reforma realizada por Paulo VI. Não é o objetivo deste texto explorar essas mudanças. Passemos à estrutura da cerimônia da Missa (dividida em 5 partes [1]): Continuar lendo

SACRAMENTO DA EUCARISTIA (PARTE 2 DE 2)

Consagração

Tendo já investigado os aspectos sacramentais da Eucaristia, passaremos neste texto a explicar seu segundo caráter: culto de sacrifício [1].

Sacrifício, como explicado anteriormente, é a destruição de algo (ou, para os racionais, humilhação de si e rebaixamento da vontade) oferecido a Deus a fim de reconhecer Seu Senhorio sobre tudo. É bem óbvio que o Sacrifício de Nosso Senhor na Cruz satisfaz plenamente essa definição. O que provaremos é que o Sacrifício Eucarístico não só satisfaz a definição, como é aquele mesmo Sacrifício que Nosso Senhor ofereceu no calvário [2]. Continuar lendo