MODERNISMO NA IGREJA

Largo da Carioca

A mentalidade moderna foi alvo do Magistério recente diversas vezes. Nossos dias estão completamente tomados por ela e seus ideais; na verdade, ela invadiu o seio da Igreja até as suas entranhas. Neste texto, portanto, será exposto a origem, a base e o desdobramento da modernidade na sociedade, algumas condenações do Magistério ao seu pensamento e, por fim, o aparente triunfo do erro e sua metástase na Igreja.

1 Origens do pensamento moderno

Ao fim da Idade Média, houve o surgimento de uma era histórica que se denomina por Renascimento. Esse termo é completamente equivocado porque sugere ser o medievo inferior ao novo período, ideia errônea, diga-se, como mostraremos.

O Renascimento (sécs. XIV-XVI) tem como característica o retorno dos costumes da Antiguidade Clássica, ou seja, um louvor ao paganismo e um rejeição ao cristianismo. Uma valorização da racionalidade e da ciência, com o início da clássica, e falsa, oposição entre Fé e razão. E um enaltecimento da natureza, com uma certa visão panteísta.

Todas essas características foram a semente do humanismo [1].

Após o Renascimento, surge o chamado Iluminismo (sécs. XVII e XVIII) que é a exacerbação do período precedente e sua total implantação na sociedade. É o período que o embrião do humanismo já está crescido, sendo o vetor social daqueles séculos. No Iluminismo, já não basta haver uma rejeição a Deus e uma desvalorização da Fé; nasce, também, o sentimento anticlerical.

No século XVIII essa cosmovisão deu origem à terrível Revolução Francesa, ou seja, a revolução anticlerical da liberdade, igualdade e fraternidade. Em outras palavras, a perfeita realização do humanismo [2]. Essa foi a concretização do humanismo no campo cível. No espiritual, ela se deu com um sínodo, ocorrido em Pistoia (Itália), que intentava mudar a doutrina, os Sacramentos e a Missa [3].

Essas são as bases do pensamento moderno e gérmen do modernismo. Agora passemos ao resultado da aplicação de tudo isso nos nossos tempos.

1.1 O mundo pós-moderno

O mundo pós-moderno é a verdadeira consequência dos ideais já explicados. Pode ser caracterizado, segundo Zygmunt Bauman, como a busca daquilo que não se alcança, ou seja, “a compulsiva e obsessiva, contínua, irrefreável e sempre incompleta modernização; a opressiva e inerradicável, insaciável sede de destruição criativa” (Modernidade Líquida).

Negando o que é de mais puro, real e verdadeiro no conhecimento humano, ou seja, a Fé católica, o pós-moderno em busca de soluções para as atribulações, oscila entre soluções vazias e infrutíferas, além de antagônicas [4], gerando, no fim, mais um problema: o desespero. No mesmo livro, Bauman citando Paul Valery escreve: “Interrupção, incoerência, surpresa são as condições comuns de nossa vida. As mentes são alimentadas por mudanças repentinas e estímulos constantemente renovados (…) Não podemos mais tolerar o que dura” [5].

A atualidade é repleta de incoerências e de superficialidade extrema. A renovação de tudo sempre e expressamente faz com que o homem moderno odeie as verdades porque elas são para sempre [6]. No meio dessa vida fluida, efêmera, sem raízes e fundamentos alicerçados em algo fora e além de si, o homem não mais consegue pacificar-se, redimir-se porque não entende que algo ainda o inquieta [7]. Essa inquietação natural, por sua vez, faz com que o homem necessite do sacrifício para apaziguar sua alma com Deus ─ como pode ser lido em outros textos deste site aqui ou aqui. O próprio Bauman reconhece essa necessidade: “O propósito do sacrifício é restaurar a harmonia da comunidade, reforçar o tecido social” (Modernidade Líquida).

Na tentativa de tranquilizar a consciência, uma vez que houve a total abolição do transcendente, o homem pós-moderno recorre a outro tipo de sacrifício. Dentro de uma existência completamente vazia, há aqueles que no afã de sentir-se pertencente a si recorrem ao autossacrifício: eis a origem das mutilações e desafios perigosos, modinha nas redes sociais, que muitas vezes causam até a morte.

Outros servem a normas (autoimpostas ou não), como diz Slavoj Zizek: “hedonistas liberais ateus dedicam a vida à busca dos prazeres (…) acabam intrincados numa densa rede de regras autoimpostas e politicamente corretas, como se um super eu muito mais severo que o da moral tradicional os controlasse (…) isso sem mencionar regras menos complexas relacionadas ao cuidado de si (ginástica, alimentação saudável, relaxamento espiritual). Na verdade, nada é mais opressor e regulado que um simples hedonista” (O sofrimento de Deus: Inversões do Apocalipse).

Algumas vezes essa doença está tão enraizada no corpo social que o autossacrifício parece não corresponder às aspirações. E a sociedade recorre, portanto, ao sacrifício legalista, à subserviência total ao estado. Assim não existe mal em dizimar etnias e povos se a lei assim permitir (como apregoava o nazismo) ou em matar milhões de pessoas se isso for o meio para construir o paraíso terrestre (argumento utilizado no stalinismo) [8].

A liberdade humanista pós-moderna, então, é a geradora das ditaduras mais sanguinárias, como será explanado no item 1.3.

1.2 Erros filosóficos

A rejeição de qualquer tipo de verdade, seja metafísica, lógica ou natural, faz com que a filosofia moderna seja eivada de erros. Ela é eclética, cientificista e pragmática.

Eclética porque não havendo verdade absoluta, mas apenas o puro relativismo, a filosofia assume ideias tomadas isoladamente de distintos pensamentos, sem preocupação com coerência ou conexão sistemática [9].

Cientificista porque profundamente positivista, recusa-se a admitir como válida a forma de conhecimento distinta daquela científica (como a Teologia, a Filosofia, a Metafísica), por ser, a ciência, a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo.

Pragmática por rejeitar reflexões abstratas ou avaliações fundadas sobre princípios, fazendo com que a admissibilidade ou não de determinado comportamento seja decidida com base no que a sociedade aceita ou desaprova, desaparecendo os preceitos morais universais e absolutos. A democracia laica destrói o estado confessional.

Essas três teses conduzem a uma concepção mais geral, a qual não se importa em saber o sentido do ser: é o niilismo [10]. O culto à razão começada na renascença e extremada em nossos dias causou um otimismo racionalista que visava o triunfo do intelecto e a resolução dos problemas da humanidade. O fracasso de tal otimismo levou à destruição da ilusão humanista e revelou sua incapacidade em cumprir suas promessas. O niilismo, pois, encontra confirmação na assustadora experiência pós-moderna.

1.3 Degradação social

Com a negação da Igreja e dos valores católicos, a única saída política é a democracia ─ como apontado já anteriormente. Ela por si é liberal, uma vez que põe pesos iguais às opiniões de todo cidadão e lhe garante o maior grau de liberdade possível.

Não espanta constatar que a democracia moderna apresenta quase ausência de freios morais. O governo democrático é impotente para operar qualquer melhoramento moral de sua sociedade, por ser sustentado por princípios relativistas e pelo receio constante de desagradar a turba sempre ávida de novas liberdades.

Uma incongruência gerada pela liberdade moderna é o autoritarismo. Longe de ser o contrário da democracia liberal, o despotismo é a sua prole legítima. Paradoxalmente o que a democracia mais preza, a liberdade, que, buscada como o único bem verdadeiro e pleno, acarreta sua dissolução.

Essa inusitada conclusão é magistralmente defendida por Platão:

O estado democrático, embriagado pela sua ânsia de liberdade, passa a erigir governantes sempre mais frouxos, que não tenham coragem ou princípios para conter o relaxamento crescente. Os governantes que hesitam em atender essas tendências são rotulados de inimigos do povo (…) o pai se acostuma a igualar-se com os filhos e a temê-los, e os filhos a igualar-se com os pais e não lhes ter respeito nem temor algum… Jovens e velhos, todos se equiparam; os rapazes rivalizam com seus maiores em palavras e ações; e estes condescendem com eles, mostrando-se cheios de bom humor e jocosidade, para imitá-los e não parecerem casmurros e autoritários (…) as cadelas valem tanto quanto as suas donas; e por toda a parte se vê a mesma pletora de liberdade (A República, destaques nossos).

O desaparecimento de valores perenais, acentuam os interesses particulares ou de subgrupos sociais [11]. A ausência do direito natural aliada com a fraqueza moral do governo fazem o povo, excitado pela febre de liberdade, exigir que os governantes despojem os mais abastados de seus “privilégios”. É nessa altura que surge a figura do “protetor do povo”, um líder suficientemente inescrupuloso para conduzir a massa, fazendo-se passar por seu salvador [12]. Platão assim o descreve: “…nos primeiros tempos ele anda cheio de sorrisos, saudando a todos que encontra e negando que seja um tirano; promete muitas coisas em público e em privado, perdoa dívidas, distribui terras entre o povo e os de sua comitiva” (A República).

O tirano está sempre inventando inimigos em todos os lugares, não permitindo, assim, ao povo dispensar seu condutor. São esses inimigos que outorgam-lhe cobrar impostos onerosos (crescimento do estado) e retirar todos os avanços conquistados antes (centralização do poder). Ele se vê obcecado em perseguir seus inimigos e “segue por esse caminho até não deixar com vida uma só pessoa de valor, quer entre amigos, quer entre inimigos”, ensina Platão.

Por fim, a democracia liberal e a ditadura não devem ser descritas como pólos opostos, mas como etapas de uma única doença de natureza moral, pois consiste na busca desordenada e exclusiva da liberdade em detrimento de outros bens.

2 A reação da Igreja

Descritos todo o pensamento pós-moderno — seu início ainda no século XVI, seu desenvolvimento após a segunda metade do século XIX e seu pleno cumprimento em nossos dias — passaremos à resposta do Magistério acerca dos erros perpetrados.

De fato o tema ocupa grande parte dos atos magisteriais depois da Revolução Francesa [13]. Em relação à Igreja o mundo moderno nega o fim último da criação e a realeza social de Nosso Senhor como o único caminho para a melhoria dos povos; também vocifera a independência do temporal e do espiritual (laicismo), o fim do poder temporal do Papa, a ingerência do estado em matéria religiosa e a liberdade religiosa na sociedade (liberalismo).

Contra o relativismo moderno, o Magistério ensina:

É por demais absurdo e altamoente injurioso dizer que se faz necessária uma certa restauração ou regeneração [da Igreja], para fazê-la voltar à sua primitiva incolumidade, dando-lhe novo vigor, como se fosse de crer que a Igreja é passível de defeito, ignorância ou outra qualquer das imperfeições humanas; com tudo isto pretendem os ímpios que, constituída de novo a Igreja sobre fundamentos de instituição humana, venha a dar-se o que São Cipriano tanto detestou: que a Igreja, coisa divina, se torne coisa humana (Papa Gregório XVI, Encíclica Mirari Vos, 1832, destaques nossos).

Contra a separação entre Igreja e estado, ou melhor, contra o estado laico:

Mais grato não é também à religião e ao principado civil o que se pode esperar do desejo dos que procuram separar a Igreja e o Estado, e romper a mútua concórdia do sacerdócio e do império. Sabe-se, com efeito, que os amadores da falsa liberdade temeram ante a concórdia, que sempre produziu resultados magníficos, nas coisas sagradas e civis (Ib., destaques nossos).

Contra a doutrina da Sagrada Escritura, da Igreja e dos Santos Padres, não duvidam em afirmar que “a melhor forma de governo é aquela em que não se reconheça ao poder civil a obrigação de castigar, mediante determinadas penas, os violadores da religião católica, senão quando a paz pública o exija“. E com esta ideia do governo social, absolutamente falsa, não hesitam em consagrar aquela opinião errônea, em extremo perniciosa à Igreja católica e à saúde das almas, chamada por Gregório XVI, Nosso Predecessor, de feliz memória, loucura, isto é, que “a liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e que os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas idéias com a máxima publicidade – seja de palavra, seja por escrito, seja de outro modo qualquer -, sem que autoridade civil nem eclesiástica alguma possam reprimir em nenhuma forma”. Ao sustentar afirmação tão temerária, não pensam nem consideram que com isso pregam a liberdade de perdição, e que, se se dá plena liberdade para a disputa dos homens, nunca faltará quem se atreva a resistir à Verdade, confiado na loquacidade da sabedoria humana mas Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo ensina como a Fé e a prudência cristã hão de evitar esta vaidade tão danosa (Papa Pio IX, Encíclica Quanta cura, 1864, destaques nossos).

Na lista dos erros modernos, o Papa Pio IX adverte:

Aquele modo de instruir a mocidade que se separa da Fé Católica e do poder da Igreja e atende somente aos conhecimentos dos objetos naturais e aos fins da vida social terrena, única ou ao menos principalmente, pode ser aprovado pelos católicos.
A Igreja deve estar separada do Estado e o Estado da Igreja.
A ciência das coisas filosóficas e morais e as leis civis podem e devem ser livres da autoridade divina e eclesiástica.
A ab-rogação do poder temporal que possui a Sé Apostólica contribuiria muito para a felicidade e liberdade da Igreja.
Na nossa época já não é útil que a Religião Católica seja tida como a única Religião do Estado, com exclusão de quaisquer outros cultos.
É falso que a liberdade civil de todos os cultos e o pleno poder concedido a todos de manisfestarem clara e publicamente as suas opiniões e pensamentos produza corrupção dos costumes e dos espíritos dos povos, como contribua para a propagação da peste do indiferentismo.
O Pontífice Romano pode e deve conciliar-se e transigir com o progresso, com o Liberalismo e com a Civilização moderna (Syllabus, 1864, destaques nossos).

O Papa Leão XIII também condena o liberalismo moderno:

É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas (…) devem, pois, os chefes de Estado ter por santo o nome de Deus e colocar no número dos seus principais deveres favorecer a religião, protegê-la com a sua benevolência, cobri-la com a autoridade tutelar das leis, e nada estatuírem ou decidirem que seja contrário à integridade dela. E isso devem-no eles aos cidadãos de que são chefes (…) pois, a sociedade civil foi estabelecida para a utilidade de todos, deve, favorecendo a prosperidade pública, prover ao bem dos cidadãos de modo não somente a não opor qualquer obstáculo, mas a assegurar todas as facilidades possíveis à procura e à aquisição desse bem supremo e imutável ao qual eles próprios aspiram. A primeira de todas consiste em fazer respeitar a santa e inviolável observância da religião, cujos deveres unem o homem a Deus (Encíclica Immortale Dei, 1885, destaques nossos).

Há um grande número de homens que, a exemplo de Lúcifer, de quem são estas palavras criminosas: Não obedecerei, entendem pelo nome de liberdade o que não é senão pura e absurda licença. Tais são aqueles que pertencem à escola tão espalhada e tão poderosa desses homens que foram tirar o seu nome à palavra liberdade, querendo ser chamados liberais (…) Quando se repudia o poder de Deus sobre o homem e sobre a sociedade humana, é natural que a sociedade deixe de ter religião, e tudo o que toca à religião torna-se desde então objeto da mais completa indiferença (…) a propósito dos indivíduos, examinemos esta liberdade tão contrária à virtude da religião, a liberdade de culto, como lhe chamam, liberdade que se baseia no princípio de que é lícito a cada qual professar a religião que mais lhe agrade, ou mesmo não professar nenhuma. Mas, precisamente ao contrário, sem dúvida alguma, entre todos os deveres do homem, o maior e o mais santo é aquele que ordena ao homem que renda a Deus um culto de piedade e de religião (…) esta mesma liberdade quer que o Estado não renda culto algum a Deus, ou que não autorize nenhum culto público; que nenhuma religião seja preferida a outra, que todas sejam consideradas como tendo as mesmos direitos (…) Visto, pois, que é necessário professar uma religião na sociedade, deve-se professar a única que é verdadeira e que se reconhece, sem dificuldade, pelo menos nos países católicos, pelos sinais de verdade que com tão vivo fulgor ostenta em si mesma (Encíclica Libertas præstantissimum, 1888, destaques nossos).

São Pio X com os documentos Pascendi e Lamentabili combate o modernismo e a adaptação da Teologia à filosofia moderna. No primeiro, o Papa define o modernismo como a reunião de todos os erros: “Se, pois, de uma só vista de olhos atentarmos para todo o sistema, a ninguém causará pasmo ouvir-Nos defini-lo, afirmando ser ele a síntese de todas as heresias”. Também denuncia seus erros.

Ousadamente afirmam os modernistas, e isto mesmo se conclui das suas doutrinas, que os dogmas não somente podem, mas positivamente devem evoluir e mudar-se (…) se quisermos conhecer de que modo, no modernismo, o crente difere do filósofo, convém observar que, embora o filósofo reconheça por objeto da fé a realidade divina, contudo esta realidade não se acha noutra parte senão na alma do crente, como objeto de sentimento e afirmação; porém, se ela em si mesma existe ou não fora daquele sentimento e daquela afirmação, isto não importa ao filósofo. Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, caem na opinião dos protestantes e dos pseudo-místicos (…) o teólogo modernista se utiliza dos mesmos princípios da imanência e do simbolismo. Eis com que rapidez ele executa a sua tarefa: diz o filósofo que o princípio da fé é imanente; acrescenta o crente que esse princípio é Deus; conclui pois o teólogo: logo Deus é imanente no homem (…) Segundo o modernismo, a história, bem como a ciência, só trata de fenômenos. Por conseguinte, tanto Deus como qualquer intervenção divina nas causas humanas deve ser relegado para a fé, como de sua exclusiva competência. Se tratar, pois, de uma causa em que intervier duplo elemento, isto é, o divino e o humano, como Cristo, a Igreja, os Sacramentos e coisas semelhantes, devem separar-se e discriminar-se tais elementos, de tal modo que o que é humano passe para a história, o que é divino para a fé. É este o motivo da distinção que soem fazer os modernistas entre um Cristo da história e um Cristo da fé (Encíclica Pascendi, 1907, destaques nossos).

O Lamentabili, um decreto da Sagrada Inquisição, lista erros modernos condenados acerca da Fé, filosofia e ciência.

Pio XII escreve a Encíclica Humani generis condenando novamente os erros modernos, como o desprezo à Escolástica, ao Magistério eclesiástico, às Sagradas Escrituras e também outros erros da ciência moderna.

A Igreja, portanto, sempre resistiu e condenou as ideias modernas, seja no estado seja na própria Igreja. Isso não significa, entretanto, que as insídias modernas cessaram. Houve, como já contatamos, a penetração total desse pensamento na sociedade. Não faltaram incursões para fazer ceder também a estrutura eclesiástica.

3 Derrocada da Igreja

Nos últimos tempos, parece-nos, aconteceu a metástase da mentalidade pós-moderna na Igreja. Após a segunda metade do século XX, ocorreu uma total mudança de enfoque do Magistério, por exemplo em Gaudium et Spes (1964) e Dignitatis humanæ (1965) do Concílio Vaticano II.

Esse antagonismo de modo algum é uma opinião nossa, mas corroborada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 1985:

Se se deseja emitir um diagnóstico global sobre este texto [da Gaudium et Spes] poder-se-ia dizer que significa (junto com os textos sobre a liberdade religiosa e sobre as religiões mundiais) uma revisão do Syllabus de Pio IX, uma espécie de Antisyllabus (Teoria dos Princípios Teológicos, destaques nossos).

Além dessa constatação de quem viria a se tornar um Papa, o próprio Concílio manifesta pensamento humanista:

Por isso, o Concílio, testemunhando e expondo a fé do Povo de Deus por Cristo congregado, não pode manifestar mais eloquentemente a sua solidariedade, respeito e amor para com a inteira família humana (…) Trata-se, com efeito, de salvar a pessoa do homem e de restaurar a sociedade humana. Por isso, o homem será o fulcro de toda a nossa exposição: o homem na sua unidade e integridade (Gaudium et spes, 3, destaques nossos).

Também de encontro às condenações de Gregório XVI, Pio IX, São Pio e, principalmente, de Leão XIII, ensina o Vaticano II indiferentismo religioso e falsa liberdade:

Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coacção, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos sociais ou qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em público, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites. Declara, além disso, que o direito à liberdade religiosa se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana (…) Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa na ordem jurídica da sociedade deve ser de tal modo reconhecido que se torne um direito civil (Dignitatis humanæ, 2, destaques nossos).

Mais preocupante do que isso tudo é a concretização desse pensamento na Liturgia, pois é assim que a revolução impregnou-se nas mentes dos fiéis, pois, além de a leitura de documentos pontifício não ser alvo do povo, o culto é o centro da Igreja e da sociedade.

3.1 Mentalidade moderna e reforma litúrgica

A reforma idealizada no Vaticano II foi realizada com a intenção de adequar a Igreja, ou melhor, a sua Liturgia ao mundo moderno. E como já exposto, o pensamento moderno é baseado nos ideias humanistas da liberdade, igualdade e fraternidade. São esses ideais que evidenciaremos na mentalidade reformadora.

3.1.1 Humanismo na reforma

Humanismo preconiza colocar o homem e seu direito inalienável de liberdade como centro e pilar de toda sociedade. Essa ideia é diametralmente oposta à ideia do culto divino, em que é Deus o centro da sociedade.

Como é possível adorar a divindade se o centro social é o homem? Aparentemente esse foi o desafio da comissão da reforma; desafio, evidentemente, impossível de ser vencido [14].

Observa-se o humanismo na arquitetura das igrejas, como pode ser visto na imagem no cabeçalho desse texto. Com o intuito de tirar Deus do núcleo da Liturgia — e pôr o homem no centro — o novo missal manda retirar o Tabernáculo do templo:

Em razão do sinal é mais conveniente que no altar em que se celebra a Missa não haja tabernáculo onde se conserva a Santíssima Eucaristia (Instrução Geral do Missa Romano, 315, destalhes nossos).

Em razão de qual sinal, ou melhor, que sinal seria esse? Seria o sinal humanista? Como é mais conveniente se cultuar a Deus sem Deus? A única conclusão é que essa conveniência é em relação aos fiéis, ou seja, homem no centro do culto.

Também no idioma litúrgico, mudado para o vernáculo, o humanismo prospera:

O uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo (Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, 36 §2, destalhes nossos).

Nessa questão, o Concílio é claro na ênfase no povo como o foco da nova liturgia. Outro ponto que vale destacar é a posição do sacerdote:

O altar seja construído afastado da parede, a fim de ser facilmente circundado e nele se possa celebrar de frente para o povo, o que convém fazer em toda parte onde for possível (Instrução Geral do Missa Romano, 299, destalhes nossos).

Por quem a mesa deve ser circundada, a não ser pelo povo? E por que celebrar de frente para o povo, a não ser para reforçar a ideia de que ele é o principal da ação? Nesses três pontos, portanto, cremos estar bem apresentados os ideais humanistas no rito de Paulo VI.

3.1.2 Liberdade na reforma

A liberdade está presente na enorme frouxidão das novas rubricas. O mesmo missal pode produzir tanto os abusos mais bizarros (aquele em que o Santíssimo entra em um drone ou a que está neste vídeo ou este outro) como as celebrações esteticamente perfeitas (as de Bento XVI). Essas belas celebrações são possíveis, mas não necessárias, pois dependem das decisões de seu celebrante. A conclusão insofismável é que não existem duas missas novas celebradas igual.

Alguns podem objetar que o problema é não seguir as normas no missal de 1969. A resposta a essa objeção se encontra em outro texto que publicamos e aqui transcrevemos:

Assim como uma cadeia é tão forte quanto seu elo mais fraco, a liturgia cheia de opções é tão boa quanto a pior dessas opções. Ele [o rito] deve ser julgado não pelo que poderia ser se muitas escolhas improváveis ​​fossem feitas, mas pelo que geralmente é quando escolhas costumeiras são feitas (Texto “Os irmãos e o bastardo”, destaques nossos).

3.1.3 Igualdade na reforma

Esse princípio é a desverticalização do culto. A norma liberal delirante de que todos são iguais, faz não só que haja uma semelhança entre o povo e o clero, como entre o clero em si ─ a nova liturgia faz pouca distinção entre o Bispo e o mero sacerdote [15].

Novamente vem à baila a mudança arquitetônica das igrejas. No Rito Romano há uma distinção entre os fiéis e o clero, através do que comumente é chamado de mesa da comunhão. Ela foi suprimida completamente nas novas igrejas (nas antigas às vezes até retirada). O padre agora é apenas o primeiro entre os fiéis, não sendo mais necessária a distinção entre povo e padre:

Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote (Instrução Geral do Missa Romano, 27, destalhes nossos).

Outra característica marcante no Rito Romano é o paralelismo das ações que tornam clara a diferença sacerdotal [16], em que o coro e o povo tem ações distintas e independentes (paralelas) das ações dos ministros; também marca a hierarquia as posições do sacerdote, do diácono e do subdiácono durante a Missa (Figura 1).

missa (1)

Figura 1 — Princípio da hierarquia no Rito Romano

Outros elementos da igualdade, agora entre fiel e clero, foi a reforma nos sacramentais (os leigos podem agora benzer objetos) e na linguagem, com a polêmica “assistir à Missa” ou “participar da Missa” [17]. Essa mudança de termos quer igualar os atos dos fiéis com os do sacerdote e dos ministros sagrados. A participação, na cabeça dos reformadores, torna-se ideológica porque é exaltada acima de todos os outros princípios e sem se importar com as ambiguidades possíveis.

A ambiguidade está na sugestão de que o povo também celebra a missa ─ o que é quase evidente na consagração [18].

3.1.4 Fraternidade na reforma

Esse princípio visa mostrar que todos os homens são iguais. Na campo religioso é a doutrina de que todas as religiões são iguais porque boas e caminhos diferentes para o mesmo fim [19]:

Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, é na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele, embora, fora da sua comunidade, se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade (Constituição dogmática Lumen gentium, 8, destaques nossos).

A reforma equipara a religião verdadeira com o culto dos hereges, como pode ser visto na Figura 2 e neste vídeo:

  • Forma do altar: o altar tradicional é mudado para a forma de mesa, a mesma usada nas liturgias dos protestantes históricos.
  • Definição de Missa: reunião do povo de Deus sob a presidência do sacerdote para celebrar a memória do Senhor (cf. Ibid. 27).
  • Mudança nos paramentos: há obrigação do uso apenas da estola e da alva, que mudou seu corte, ficando mais semelhante às túnicas usadas pelos protestantes.
  • Mudança nas orações: de quase todas que evidenciavam o aspecto propiciatório da Missa.
  • Liturgia da Palavra: equiparação entre as leituras da Escritura e o momento da Consagração onde o próprio Verbo adora a divindade (cf. Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, 35 e 56).
  • Culto ecumênico: total excrescência da mentalidade moderna e completa paridade entre o erro e a verdade.
missa (1)

Figura 2 — Culto protestante

3.1.5 Considerações finais

As considerações serão feitas pelo Papa São Pio X em um documento, já citado no texto, que parece vaticinar tudo o que ocorreu na segunda metade do século XX:

Pouco resta-nos finalmente dizer a respeito das pretensões do modernista como reformador. Já pelo que está exposto fica mais que patente a mania de inovação que move estes homens; mania esta que não poupa absolutamente nada ao catolicismo. Querem a inovação da filosofia, particularmente nos seminários; de tal sorte que, desterrada a filosofia dos escolásticos para a história da filosofia, entre os sistemas já obsoletos, seja ensinada aos moços a moderna filosofia, que é a única verdadeira correspondente aos nossos tempos. Para a reforma da teologia, querem que aquela teologia que chamamos racional, seja fundamentada na filosofia moderna. Desejam, além disto, que a teologia positiva se baseie na história dos dogmas. Querem também que a história seja escrita e ensinada pelos seus métodos e com preceitos novos. Dizem que os dogmas e a sua evolução devem entrar em acordo com a ciência e a história. Para o catecismo, exigem que nos livros de catequese se introduzam só aqueles dogmas, que tiverem sido reformados e estiverem ao alcance da inteligência do vulgo. Acerca do culto, clamam que se devem diminuir as devoções externas e proibir que aumentem, embora, a bem da verdade, outros mais favoráveis ao simbolismo, se mostrem nisto mais indulgentes. Gritam a altas vozes que o regime eclesiástico deve ser renovado em todos os sentidos, mas especialmente na disciplina e no dogma. Por isto, dizem que por dentro e por fora se deve entrar em acordo com a consciência moderna, que se acha de todo inclinada para a democracia; e assim também dizem que o clero inferior e o laicato devem tomar parte no governo, que deve ser descentralizado. Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito. Em moral estão pelo americanismo [20], dizendo que as virtudes ativas devem antepor-se às passivas, e que convém promover o exercício daquelas de preferência a estas. Desejam que o clero volte à antiga humildade e pobreza e querem-no também de acordo no pensamento e na ação com os preceitos do modernismo. Finalmente não falta entre eles quem, obedecendo muito de boa mente aos acenos dos seus mestres protestantes, até deseje ver suprimido do sacerdócio o sacro celibato. Que restará, pois, de intacto na Igreja, que não deva por eles ou segundo os seus princípios ser reformado? (Encíclica Pascendi Dominici gregis, destaques nossos).

4 Conclusão

Apresentamos na introdução do texto o esquema que pretendíamos seguir e que é possível afirmar foi feito. Mostramos o pensamento moderno desde seu primórdio, talvez despretensioso, até sua entrada e fixação na sociedade. Devido a seu caráter demoníaco, a mentalidade moderna não descansaria até conseguir penetrar também na Igreja, apesar dos esforços dos Papas desde do final do século XIX até metade do XX.

O modernismo, uma vez dentro da Igreja como fumaça de Satanás (cf. Paulo VI, Homilia de 29 de junho de 1972) contaminou não só os simples padres como as maiores autoridades eclesiásticas. Infectou também os fiéis através da reforma litúrgica que, como pretendemos, mostramos estar totalmente embebida nos preceitos pós-modernos (humanismo, liberdade, igualdade e fraternidade).

Sabemos que os problemas do novus ordo não se esgotam com os apresentados neste texto. Há senões outros de ordem teológica os quais já tratamos no site ou trataremos no futuro [21].

Finalmente, sabemos e cremos ser a Igreja Católica a única Igreja de Cristo, fora da qual não há salvação (cf. Símbolo Quicumque), assim como professamos que, por promessa de seu Divino Fundador, as portas do erro e do inferno jamais lhe prevalecerão (cf. Mt 16,18).

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Notas

[1] É aquela doutrina que põe o homem no centro da sociedade, louvando suas capacidades intelectuais e sobrepujando seu livre-arbítrio diante de pretensas divindades (sic). Atualmente, parece que a situação é ainda mais degradante, existindo uma espécie de “animalismo”.

[2] Veremos neste texto que, infelizmente, esse movimento revolucionário é a inspiração da reforma de Paulo VI.

[3] No campo doutrinal negou-se, entre outras verdades, a existência do Limbo e o poder papal sobre os príncipes e reis. No sacramental há um rigorismo de inspiração jansenista quanto à recepção dos Sacramentos. Em relação à Missa, apregoa a proibição de comunhão fora dela, o fim da voz submissa na Liturgia, a utilização da língua vernácula, a pobreza ritual etc. A Igreja reagiu a essa tentativa de subversão dos valores católicos com a Bula Auctorem Fidei promulgada em 1794 pelo Papa Pio VI.

[4] Por exemplo o contraste da guerra fria (EUA e URSS); atualmente, da esquerda e da direita, liberais e socialistas etc.

[5] Essa descrição exata do pensamento contemporâneo tem consequências assustadoras na psique humana; elas estão esquematizadas abaixo:

revolta e recusa da Verdade → inteligência se volta contra si → ato de decidir é difícil e doloroso → desprezo da racionalidade e busca pelos prazeres sensíveis → rejeição da realidade.

O homem, depois de ter a destruição da ordem criada (inteligência, vontade e sensibilidade, como pode ser visto aqui), tem como destino um dos que segue: (i) a total depravação (aceitação do vazio de uma vida sem referencial), (ii) o simples desespero (melancolia e depressão), (iii) a transferência do poder de decisão para outrem (surgimento de gurus) ou (iv) a procura por conhecimento falso (astrologia, ocultismo e congêneres).

[6] Quer-se dizer aqui não que existam várias verdades, mas fala-se de tipos de verdade: a eterna e divina, a biológica, a da realidade…

[7] São verdadeiríssimas as palavras de Santo Agostinho que diz: “Vós mesmo que incitais [o homem] ao deleite no Vosso louvor, porque nos fizestes para Vós, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Vós” (Confissões, I, 1,1).

[8] Desse modo, Nosso Senhor é substituído pelo líder revolucionário e o estado se coloca como a Igreja, tornando o regime uma verdadeira religião secular (fascismo).

[9] O modernismo é a aplicação desse erro metódico na Teologia.

[10] Tudo o que foi dito no tópico anterior e explicado também na nota 5 leva ao niilismo. Este, por sua vez, reforça os sentimentos de desespero já descritos. Tem-se, portanto, um ciclo que se retroalimenta.

[11] É exatamente o que vemos hoje nas discussões onde minorias querem impor suas vontades e pretensos direitos sobre todos.

[12] Novamente aqui a lembrança da ideia de sacrifício e de um salvador.

[13] Alguns documentos são: Mirari Vos (1832) de Gregório XVI; Quanta Cura (1864) e Syllabus (1864) de Pio IX; Immortale Dei (1885), Libertas præstantissimum (1888) e Rerrum Novarum (1891) de Leão XIII; Pascendi (1907) e Lamentabili (1907) de São Pio X; Quadragesimo anno (1931) de Pio XI; Humani generis (1950) de Pio XII.

Depois a total mudança de enfoque em Gaudium et Spes (1964) e Dignitatis humanæ (1965) do Concílio Vaticano II; Populorum Progressio (1967) de Paulo VI.

Esse antagonismo de modo algum é uma opinião nossa, como veremos.

[14] Evidentemente que nunca foi intenção da comissão reformadora tentar conciliar ambos aspectos mencionados. Ela tencionou tão somente destruir o culto a Deus e desenvolver a religião do homem.

[15] Para ilustrar, cite-se aqui as supressões das diferenças na vestimenta entre o clero: o padre veste a estola do mesmo modo que o Bispo; o Bispo não mais tem que usar a veste coral ao celebrar sua Missa; o abandono do manípulo etc. Também os ritos da missa em si pouco diferem se celebrada por um padre ou por um prelado.

[16] É a manifestação prática daquele grave convite do celebrante: «Orai, irmãos, para que o meu e o vosso sacrifício seja aceito perante Deus Pai onipotente».

[17] A participação deve ser adequada a papéis distintos de várias partes do corpo (hierarquia) e isso deve ser visível para todos (no vestuário, no porte, na posição…). Embora muito mais participativa (no sentido acima) que o novo rito, como pode ser lido aqui, a linguagem tradicional (“assistir à Missa”) intenta evidenciar o papel do sacerdote como agente em nome de Cristo e remeter à ideia de que cada um ajuda de acordo com seu lugar na Igreja, ou seja, são todos pertencentes ao culto e não fazedores dele.

[18] Dizemos pelo fato de que o padre não genuflete para adorar a Presença real senão depois de apresentar as oblatas ao povo. Em breve publicar-se-á um texto mais pormenorizado acerca desse ponto.

[19] Não é difícil entender porque o Concílio conclui ser direito do homem escolher qual religião seguir.

[20] O americanismo é o endosso dos princípios anticatólicos presentes na constituição dos Estados Unidos: liberalismo, individualismo, racionalismo, liberdade religiosa e de pensamento, secularismo, laicismo, separação da Igreja e do Estado.

[21] Outros textos: Abominável desolaçãoMissa e teologiaValor dos frutos da Missa, Breve exame crítico, Considerações sobre o Ordo Missæ.

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4 respostas em “MODERNISMO NA IGREJA

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