I ARTIGO: DEUS (PARTE 2 DE 4)

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O Credo católico tem como premissa a existência de Deus; passamos então à indagação: o que (ou quem?) é Deus?

Deus é a essência (ou natureza) espiritual infinitamente perfeita, que existe por Si mesma e de Quem todos os outros seres recebem a existência. A natureza de Deus é Ser (ou existir), ou seja, Ele existe por propriedade natural. A Igreja confessa essa verdade pelo seu Magistério infalível:

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crê e confessa que há um [só] Deus verdadeiro e vivo, Criador e Senhor do céu e da terra, onipotente, eterno, imenso, incompreensível, infinito em intelecto, vontade e toda a perfeição; o qual, sendo uma substância espiritual una e singular, inteiramente simples e incomunicável, é real e essencialmente distinto do mundo, sumamente feliz em Si e por Si mesmo, e está inefavelmente acima de tudo o que existe ou fora dele se possa conceber (Concílio Vaticano I, Constituição dogmática Dei Filius, Denz. 1782, destaques nossos).

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OS SACRIFÍCIOS JUDAICOS

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Damos sequência, agora, ao segundo texto da série sobre a Liturgia (o primeiro pode ser lido aqui).

O texto é da autoria de Raphael Cavalcanti.

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Simbolismo e valor dos sacrifícios do Antigo Testamento

 

Ao demonstrar aos hebreus a superioridade do sacrifício e do sacerdócio de Cristo sobre os sacrifícios e sacerdócio do Antigo Testamento, S. Paulo declara que a Lei Antiga era apenas a sombra e a imagem das realidades da Nova Lei (cf. Hb 10,1).

O Antigo Testamento era, com efeito, a preparação do Novo. Nele se ocultava, como na raiz, a flor do novo Testamento que devia desabrochar à luz do Sol de justiça. Continuar lendo

JULGAI-ME, DEUS: A DIVINDADE DE CRISTO

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«Em verdade, em verdade, Eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU».

O Evangelho deste I Domingo da Paixão narra-nos a intenção dos judeus em matar a Nosso Senhor depois dessas palavras. O Introito é o Seu argumento de defesa, não a eles, entretanto, mas a Deus, Seu Pai:

Julgai-me, Deus, e discerni a minha causa da gente não santa (Introito).

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MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES: ALEGRAI-VOS

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«Alegrai-vos, Jerusalém; regozijai com alegria, que em tristeza tendes sido, para que exulteis e vos sacieis dos peitos de vossas consolações».

Por que a Santa Igreja inicia a Missa do IV Domingo da Quaresma com essas palavras? De fato, o órgão pode ser tocado, o roxo dá o espaço para o róseo (a mitigação da austeridade) e as flores podem ornar o altar. Continuar lendo

TRADIÇÃO CONSTITUTIVA

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Texto original aqui.

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Ataque à Tradição Constitutiva

 

Por que é sempre a Liturgia o alvo dos ataques mais violentos da parte dos que estão determinados a refazer a Igreja Católica à imagem do modernismo? O que há na Sagrada Liturgia que tanto ameaça os progressistas a ponto de sofrer constantes e ininterruptos remendos de «reformadores» liberais decididos a apagar todos os vestígios da Tradição da Igreja? Naturalmente, o Santo Sacrifício da Missa é o mais perfeito ato de adoração e, como tal, é particularmente odiado pelo Demônio, que se volta contra a Missa com ódio especial. Esta é obviamente a razão sobrenatural por trás dos ataques progressistas. Mas há também uma razão teológica muito prática e conjugada ao entendimento da Igreja sobre Tradição, Revelação Divina e sua própria natureza. Continuar lendo