O DEMÔNIO MUDO E O ESPÍRITO IMUNDO

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«Os meus olhos estão para o Senhor, pois Ele arrancará do laço os meus pés».

Eis o Introito da Missa de hoje, III Domingo da Quaresma. Em outro texto, oportunamente falou-se da relação entre Ofício e Missa e sua complementaridade. Novamente, aqui, temos o mesmo processo. As Matinas põem em destaque a figura de José do Egito, vendido pelos seus como escravo. Claramente aqui se vê a referência a Nosso Senhor, vendido por seu amigo pelo preço de um escravo. Continuar lendo

A TRANSFIGURAÇÃO OU UMA MENSAGEM AOS TRADICIONALISTAS

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«Senhor, bom é estarmos aqui; se quiserdes, faremos aqui três tabernáculos, um para Ti, um para Moisés e outra para Elias».

O II Domingo da Quaresma tem por Evangelho a Transfiguração do Senhor. Esse fato, também comemorado em outra oportunidade no calendário (dia 6 de agosto), tem, sim, importância para os exercícios quaresmais. Enquanto o foco da festa do dia 6 é precisamente o fato em si, a manifestação da glória do Senhor, na Quaresma, por sua vez, o centro é a nossa conversão: transfigurar nossos corações impuros naquelas cândidas vestes batismais. Conversão essa que se dará, impreterivelmente, pela oração (simbolizada pela subida ao monte). Continuar lendo

O VALOR DOS FRUTOS DA MISSA

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Já faz um tempo que estou tentando reunir aqui uma lógica para se explicar a Tradição, a verdadeira visão da Igreja Católica. Claro que não intento aqui esgotar o problema da crise, pois vai além não só de minha capacidade como de meu encargo.

Recomendo a seguinte ordem de leitura (antes desse último texto):

  1. Sobre a nova Missa.
  2. Sobre um dos erros dos tradicionalistas.
  3. Sobre o ministro nos Sacramentos.

Percebi que ao fim dessas três leituras acima, fica, talvez, um hiato lógico para se explicar a seguinte constatação: nem todas as Missas são iguais.

O texto original está aqui e o texto reproduzido abaixo aqui.

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Confusão em massa*: por que nem todas as Missas válidas são iguais

 

Alguma vez você já se questionou sobre como responder àqueles que igualam a eficácia da Missa Tradicional e a do Novus Ordo, direcionando a discussão para o âmbito da validade de ambas? Tais pessoas afirmam que qualquer Missa válida é uma renovação do Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, cujo valor é infinito, e, então, concluem que, sendo a Missa válida, ela também é de valor infinito, e, portanto, sempre eficaz para aqueles que freqüentam. Eles podem até admitir que uma Missa celebrada escandalosamente terá um efeito negativo sobre a disposição subjetiva dos presentes, o que poderia, talvez, diminuir a quantidade de graça que recebem; mas insistirão (ou pelo menos implicarão) que nem os abusos litúrgicos, nem um indigno sacerdote, nem orações aguadas ou música profana, por si só, diminuirão a eficácia da Missa ou os frutos dela derivados. Continuar lendo

PARTICIPAÇÃO ATIVA: MISSA TRADICIONAL X MISSA NOVA

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O texto a seguir não entra no problema real do Novo Rito da Missa (problema que pode ser estudado aqui), mas fornece boas reflexões para se debater e talvez abrir a mente (por que não?) daqueles que não veem problema no rito de Paulo VI nem nos textos do Concílio Vaticano II.

Embora não seja minha via argumentativa preferida, pela razão acima, reproduzimos o texto que originalmente se encontra aqui.

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Como a Missa Latina Tradicional suscita mais participação ativa que a Forma Ordinária

 

Quantas vezes os apreciadores do Rito Romano clássico já ouviram a objeção: “A Missa nova é melhor que a antiga porque permite maior participação ativa dos fieis”, ou “A Missa antiga tinha de ser eventualmente reformada, porque o sacerdote era o único fazendo alguma coisa, e as pessoas eram todas espectadoras mudas”. Meu objetivo neste artigo é refutar tal alegação e demonstrar que, pelo contrário, o oposto é verdadeiro.

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