IV ARTIGO: REDENÇÃO

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Neste artigo, afirma o Símbolo: “[Cristo] padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”. A Redenção Vicária é o mistério pelo qual Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecendo-Se em Sacrifício expiatório, dá a Deus toda satisfação condigna pelos pecados.

Sacrifício é a destruição de algo (ou, para os racionais, humilhação de si e rebaixamento da vontade – oblação) oferecido a Deus a fim de reconhecer Seu Senhorio sobre tudo. É o culto perfeito a Deus. Continuar lendo

III ARTIGO: VIRGEM MARIA (PARTE 2 DE 2)

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Após considerar a Encarnação de Nosso Senhor, passamos a analisar o papel singular de Nossa Senhora na obra da Encarnação (e Redenção). Os Símbolos da Igreja citam-na neste III artigo.

Nossa Senhora é a criatura humana mais perfeita que Deus criou e, por causa das graças privilegiadas que recebeu, é a Rainha de toda a criação. Na ordem sobrenatural, é mais perfeita que os Anjos, tomando-os um a um ou mesmo todos em conjunto. Os Santos atestam essa verdade:

Deus reuniu toda a água e chamou oceano; reuniu todas as graças e chamou-as Maria (São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da verdadeira devoção).

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O PRIMADO DO SUPREMO PONTÍFICE

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Publicamos este texto sobre o Primado universal do Papa, primeiramente, por ocasião da Festa de São Pedro [e São Paulo], dia do Papa e de seu Primado sobre a Igreja; em segundo, em atenção ao 962º aniversário da “excomunhão” [1] do herege e cismático Miguel Cerulário pelo Papa São Leão IX, que ocorrerá no dia 16 de julho.

O Primado Petrino é a doutrina da Igreja Católica a qual ensina que São Pedro é o Apóstolo mais excelso de Cristo e que essa superioridade é passada também aos seus sucessores, os Papas de Roma. Essa supremacia não é apenas de honra, mas jurídica e magisterial.

Como adversários dessa doutrina, temos os cismáticos autointitulados ortodoxos e os protestantes. Esses negam qualquer primazia a São Pedro (para alguns que a reconhecem, negam que tal honra pudesse ser passada aos sucessores, o que é o mesmo que negar a apostolicidade da Igreja); aqueles professam apenas o primado de honra, legando ao Papa o título de primeiro entre os iguais (primus inter pares). Continuar lendo

III ARTIGO: ENCARNAÇÃO (PARTE 1 DE 2)

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Este artigo ensina: “[Jesus Cristo] que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem”. Depois de analisar o Nome divino de Nosso Senhor, o Símbolo passa a considerar o fato histórico pelo qual o Verbo de Deus pôde ter realmente um nome; em outras palavras, como a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade fez-Se homem. Esse mistério é chamado de mistério da Encarnação: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

A Encarnação, início da redenção humana, já prometida por Deus na queda de Adão; isso é exprimido explicitamente pela Igreja: Continuar lendo

II ARTIGO: JESUS CRISTO

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Diz o Símbolo niceno–constantinopolitano: “[creio] em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas”.

É uma constante nas Escrituras que o nome designe algo da missão daquele que o porta. Por isso, não raras vezes, alguns personagens têm seu nome mudado por Deus. Seguindo essa ideia, também o nome de Nosso Senhor revela Sua missão temporal: o nome Jesus (do hebraico) significa Salvador. Continuar lendo