VIA SACRA, VIA DE CONVERSÃO

jesus-carregando-a-cruz-catolica-reproducao-de-murillo-tela-14072-mlb180184580_7129-oA Igreja sempre julgou salutar para a alma dos seus fiéis a meditação na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rapidamente, pois, cresceu a devoção à Via Sacra.

Esta prática cresce sobremaneira à época da Quaresma, como preparação espiritual na consideração do augusto mistério da Redenção.

Some-se a isso o fato de que este piedoso ato é enriquecido por indulgência plenária, conforme concessão 63 do Manual de Indulgências (destaques meus): Continuar lendo

PENITÊNCIA, EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA QUARESMA

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Todos os anos a CNBB consegue desvirtuar completamente o verdadeiro sentido da Quaresma com sua Campanha da Fraternidade (sic!), que esse ano é também ecumênica (sobre o ecumenismo). Um desvio que já salta a olhos vistos por seu nome! Numa tentativa de ajudar alguns sobre o verdadeiro sentido deste tempo litúrgico, publicamos o texto a seguir.

Texto originalmente aqui.

Por Roberto de Mattei.

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Penitência: clamada pelo Paraíso e odiada pelo mundo

 

Se há um conceito que é radicalmente estranho à mentalidade contemporânea este é o de penitência. O termo e a noção de penitência evocam uma ideia do sofrimento nos imposto por nós mesmos para expiar nossas dívidas ou as de outros, e para unir-nos aos méritos da Paixão Redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. O mundo moderno rejeita o conceito de penitência porque está imerso no hedonismo e professa o relativismo, a negação de qualquer bem pelo qual seja digno sacrificar-se, a não ser em busca de algum prazer. Só isso pode explicar episódios como o recente ataque furioso da mídia contra as [freiras] Franciscanas da Imaculada, cujos monastérios são descritos como locais de tortura, apenas porque uma vida penitencial e austera é lá praticada. Usar o cilício ou estampar o monograma do nome de Jesus em seu peito são considerados [gestos] bárbaros, enquanto que a prática do sadomasoquismo ou indelevelmente tatuar seu corpo são considerados um direito inalienável do indivíduo. Continuar lendo

O VALOR DOS FRUTOS DA MISSA

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Já faz um tempo que estou tentando reunir aqui uma lógica para se explicar a Tradição, a verdadeira visão da Igreja Católica. Claro que não intento aqui esgotar o problema da crise, pois vai além não só de minha capacidade como de meu encargo.

Recomendo a seguinte ordem de leitura (antes desse último texto):

  1. Sobre a nova Missa.
  2. Sobre um dos erros dos tradicionalistas.
  3. Sobre o ministro nos Sacramentos.

Percebi que ao fim dessas três leituras acima, fica, talvez, um hiato lógico para se explicar a seguinte constatação: nem todas as Missas são iguais.

O texto original está aqui e o texto reproduzido abaixo aqui.

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Confusão em massa*: por que nem todas as Missas válidas são iguais

 

Alguma vez você já se questionou sobre como responder àqueles que igualam a eficácia da Missa Tradicional e a do Novus Ordo, direcionando a discussão para o âmbito da validade de ambas? Tais pessoas afirmam que qualquer Missa válida é uma renovação do Sacrifício de Nosso Senhor no Calvário, cujo valor é infinito, e, então, concluem que, sendo a Missa válida, ela também é de valor infinito, e, portanto, sempre eficaz para aqueles que freqüentam. Eles podem até admitir que uma Missa celebrada escandalosamente terá um efeito negativo sobre a disposição subjetiva dos presentes, o que poderia, talvez, diminuir a quantidade de graça que recebem; mas insistirão (ou pelo menos implicarão) que nem os abusos litúrgicos, nem um indigno sacerdote, nem orações aguadas ou música profana, por si só, diminuirão a eficácia da Missa ou os frutos dela derivados. Continuar lendo

PARTICIPAÇÃO ATIVA: MISSA TRADICIONAL X MISSA NOVA

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O texto a seguir não entra no problema real do Novo Rito da Missa (problema que pode ser estudado aqui), mas fornece boas reflexões para se debater e talvez abrir a mente (por que não?) daqueles que não veem problema no rito de Paulo VI nem nos textos do Concílio Vaticano II.

Embora não seja minha via argumentativa preferida, pela razão acima, reproduzimos o texto que originalmente se encontra aqui.

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Como a Missa Latina Tradicional suscita mais participação ativa que a Forma Ordinária

 

Quantas vezes os apreciadores do Rito Romano clássico já ouviram a objeção: “A Missa nova é melhor que a antiga porque permite maior participação ativa dos fieis”, ou “A Missa antiga tinha de ser eventualmente reformada, porque o sacerdote era o único fazendo alguma coisa, e as pessoas eram todas espectadoras mudas”. Meu objetivo neste artigo é refutar tal alegação e demonstrar que, pelo contrário, o oposto é verdadeiro.

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