I ARTIGO: CRIAÇÃO 2 (PARTE 4 DE 4)

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Os seres espirituais, com inteligência e vontade, foram feitos à imagem de Deus, como dito anteriormente. Contudo, a Escritura atesta que foram criados também segundo Sua semelhança. Explicado já o sentido de ser feito «à imagem de Deus», há de se explicar o sentido de ser feito «segundo a semelhança de Deus».

Neste sentido, diz a Escritura:

Seremos semelhantes a Deus, porquanto O veremos como Ele é (I Jo 3,2).

Esta é a vocação a que são chamadas as criaturas espirituais: ver Deus como Ele é! Este é o dom sobrenatural (pois que ver Deus é um privilégio infinitamente imerecido por qualquer criatura) que Deus concedeu às suas criaturas mais perfeitas. Apesar dessa dádiva, Deus não confirmou Suas criaturas na graça. Continuar lendo

SACRAMENTO DA ORDEM

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Estamos colocando paulatinamente textos sobre os pontos do catecismo. Por isso, o assunto Sacramento só entraria em pauta mais tarde.

Contudo, Francisco não desiste: já escandalizou os católicos com sua declaração ecumênica e com a possibilidade de divorciados recasados comungarem. Agora quer alterar a doutrina sacramental no tocante à ordenação.

Desde a notícia de que o Papa Francisco pensa em instituir uma comissão para analisar a possibilidade do diaconato feminino, pareceu-nos oportuno e de mister lembrarmos qual é a doutrina da Igreja sobre o sexto Sacramento.

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FILIOQUE

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Filioque é uma expressão latina que significa “e do Filho” e representa a doutrina que afirma a procedência do Espírito Santo do Pai «e do Filho». Assim, o Pai é o Princípio da Santíssima Trindade e dEle procede, por geração, o Filho. Do enlace entre o Pai e o Filho procede, por espiração, o Espírito Santo. O Pai e o Filho são o único princípio do Espírito Santo, que de Ambos procede.

Essa doutrina é combatida veementemente pelos ortodoxos. Eles, no auge da desonestidade, atribuem como maior motivo do cisma a incorporação desta doutrina “como uma novidade”. Entretanto, a definição do Filioque como dogma de Fé já ocorrera em 447 por São Leão Magno (Ep. Quam laudabiliter, Denz-H. 284), ratificado pelo XI Concílio de Toledo em 675 (cf. Denz. 277); o grande cisma do oriente, por sua vez, se deu formalmente apenas em 1054. Tal fato se deveu a questões políticas e à soberba do Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário.

Três são os argumentos dos cismáticos sobre a processão do Espírito Santo que devem ser levados em consideração: Continuar lendo

I ARTIGO: CRIAÇÃO 1 (PARTE 4 DE 4)

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No último texto nos detivemos em analisar a ação interna de Deus (ad intra); passaremos a analisar as ações divinas externas ou ad extra, para fora, como a criação, providência, Redenção… Neste texto, trataremos da criação.

Criar é fazer existir do nada, ou seja, sem nada preexistente. Por ser uma ação ad extra, a criação é um ato que tem por objeto as criaturas e, ipso facto, é obra das três Pessoas divinas conjuntamente porque tudo o que não diz respeito à íntima relação entre as Pessoas é comum às três simultaneamente. Continuar lendo

I ARTIGO: TRINDADE (PARTE 3 DE 4)

Santíssima Trindade

A existência de Deus, Princípio e Fim de todas as coisas, é uma verdade demonstrável e possível de conhecer com certeza pela luz natural da razão humana, por meio das coisas criadas; a vida íntima de Deus, por outro lado, nunca poderia ser conhecida pela razão criada, mas apenas se manifestado por Ele mesmo.

A realidade dessa vida íntima, absurdamente inebriante e escondida em Deus, apenas poderia ser conhecida pela Revelação:

Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi Quem O revelou (Jo 1,18).

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