SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM E PATRONO DA IGREJA UNIVERSAL

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É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.

Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro Esposo da Rainha do mundo e Senhora dos Anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos Seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse: “Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor!” (Mt 25,21). Continuar lendo

CONTRA A OBEDIÊNCIA CEGA

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No movimento tradicionalista exite um problema radical que é o da desobediência. Já me ocorreram alguns problemas quando afirmei isso em ambientes tradicionais, normalmente sendo hostilizado e banido. Falta a esses um pouco de paciência e, talvez, maturidade — emocional e intelectual — para ouvir críticas e percebê-las de modo não necessariamente ruim.

Ninguém pode negar que a tradição nasceu da desobediência. Entenda-se, aqui, a desobediência material, pois que formalmente não se queria desobedecer à alta hierarquia eclesiástica, mas salvar a Fé ameaçada pelo modernismo de Roma. Continuar lendo

I ARTIGO: DEUS (PARTE 2 DE 4)

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O Credo católico tem como premissa a existência de Deus; passamos então à indagação: o que (ou quem?) é Deus?

Deus é a essência (ou natureza) espiritual infinitamente perfeita, que existe por Si mesma e de Quem todos os outros seres recebem a existência. A natureza de Deus é Ser (ou existir), ou seja, Ele existe por propriedade natural. A Igreja confessa essa verdade pelo seu Magistério infalível:

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crê e confessa que há um [só] Deus verdadeiro e vivo, Criador e Senhor do céu e da terra, onipotente, eterno, imenso, incompreensível, infinito em intelecto, vontade e toda a perfeição; o qual, sendo uma substância espiritual una e singular, inteiramente simples e incomunicável, é real e essencialmente distinto do mundo, sumamente feliz em Si e por Si mesmo, e está inefavelmente acima de tudo o que existe ou fora dele se possa conceber (Concílio Vaticano I, Constituição dogmática Dei Filius, Denz. 1782, destaques nossos).

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OS SACRIFÍCIOS JUDAICOS

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Damos sequência, agora, ao segundo texto da série sobre a Liturgia (o primeiro pode ser lido aqui).

O texto é da autoria de Raphael Cavalcanti.

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Simbolismo e valor dos sacrifícios do Antigo Testamento

 

Ao demonstrar aos hebreus a superioridade do sacrifício e do sacerdócio de Cristo sobre os sacrifícios e sacerdócio do Antigo Testamento, S. Paulo declara que a Lei Antiga era apenas a sombra e a imagem das realidades da Nova Lei (cf. Hb 10,1).

O Antigo Testamento era, com efeito, a preparação do Novo. Nele se ocultava, como na raiz, a flor do novo Testamento que devia desabrochar à luz do Sol de justiça. Continuar lendo

JULGAI-ME, DEUS: A DIVINDADE DE CRISTO

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«Em verdade, em verdade, Eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU».

O Evangelho deste I Domingo da Paixão narra-nos a intenção dos judeus em matar a Nosso Senhor depois dessas palavras. O Introito é o Seu argumento de defesa, não a eles, entretanto, mas a Deus, Seu Pai:

Julgai-me, Deus, e discerni a minha causa da gente não santa (Introito).

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