FILIOQUE

santc3adssima-trindade-4

Filioque é uma expressão latina que significa “e do Filho” e representa a doutrina que afirma a procedência do Espírito Santo do Pai «e do Filho». Assim, o Pai é o Princípio da Santíssima Trindade e dEle procede, por geração, o Filho. Do enlace entre o Pai e o Filho procede, por espiração, o Espírito Santo. O Pai e o Filho são o único princípio do Espírito Santo, que de Ambos procede.

Essa doutrina é combatida veementemente pelos ortodoxos. Eles, no auge da desonestidade, atribuem como maior motivo do cisma a incorporação desta doutrina “como uma novidade”. Entretanto, a definição do Filioque como dogma de Fé já ocorrera em 447 por São Leão Magno (Ep. Quam laudabiliter, Denz-H. 284), ratificado pelo XI Concílio de Toledo em 675 (cf. Denz. 277); o grande cisma do oriente, por sua vez, se deu formalmente apenas em 1054. Tal fato se deveu a questões políticas e à soberba do Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário.

Três são os argumentos dos cismáticos sobre a processão do Espírito Santo que devem ser levados em consideração: Continuar lendo →

I ARTIGO: CRIAÇÃO 1 (PARTE 4 DE 4)

Creación_de_Adán_(Miguel_Ángel)

No último texto nos detivemos em analisar a ação interna de Deus (ad intra); passaremos a analisar as ações divinas externas ou ad extra, para fora, como a criação, providência, Redenção… Neste texto, trataremos da criação.

Criar é fazer existir do nada, ou seja, sem nada preexistente. Por ser uma ação ad extra, a criação é um ato que tem por objeto as criaturas e, ipso facto, é obra das três Pessoas divinas conjuntamente porque tudo o que não diz respeito à íntima relação entre as Pessoas é comum às três simultaneamente. Continuar lendo →

A FUNÇÃO DO ADVOGADO DO DIABO

devil_advocate

Em meio à crise por que a Igreja passa, alguns assuntos, espinhosos, é verdade, têm que ser alvo de reflexão dos fieis. Publicamos textos sobre a Missa e a reforma, sobre a validade dos Sacramentos e a situação da Tradição, incluindo alguns excessos tradicionalistas.

Outro assunto que deve ser alvo de estudo é a questão das canonizações modernas. O presente texto analisa a história, desde a criação até a abolição, de um importantíssimo ofício no processo: o cargo do advogado do diabo. Veremos como o desvelo e a noção de santidade são mudados nos tempos modernos a ponto de nos questionarmos: qual o proveito espiritual das novas canonizações? A que agenda ideológica servem?

O texto original está no Unam Sanctam Catholicam. Continuar lendo →

A ALEGRIA DO AMOR OU O DESAMOR DO ENGANO

athanasius-schneider-1

Segue abaixo a resposta escrita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, à Exortação Apostólica Amoris Lætitia.

O texto que se segue é a tradução oficial para o português, revisada por Dom Athanasius.

****************

 

Amoris lætitia: a necessidade de esclarecimento para evitar uma confusão generalizada

 

O paradoxo de interpretações contraditórias de “Amoris lætitia”

A recentemente publicada Exortação Apostólica Amoris lætitia (AL), que contém a pletora de riquezas espirituais e pastorais que dizem respeito à vida no Matrimônio e na família Cristã em nossos tempos, infelizmente, em um curto período de tempo, levou a interpretações muito contraditórias mesmo entre o episcopado. Continuar lendo →

O NOVO PAI NOSSO

Bloch-SermonOnTheMount

No Sermão da Montanha, Nosso Senhor, interpelado por Seus discípulos a que Ele os ensinasse a como bem rezar, ensinou-lhes a oração do Pai Nosso, modelo de toda oração.

Versão latina Moderna tradução para o português

Pater noster, qui es in cælis: sanctificetur nomen tuum: adveniat regnum tuum: fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.

Panem nostrum cotidiánum da nobis hodie: et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso reino; seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

A tradução literal, que sempre foi usada pelos católicos e alguns protestantes históricos (os anglicanos ainda a utilizam), da parte destacada é: “e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Continuar lendo →