REQUIEM ÆTERNAM

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«Requiem æternam dona eis, Domine»

É assim que se inicia a Sagrada Liturgia do Rito Gregoriano, é assim, portanto, que começamos esta humilde consideração e meditação.

Depois que a Santa Igreja comemora todos os Santos de Deus, ou seja, a Igreja Triunfante, ela achou por bem agora comemorar a Igreja que padece. Mui feliz é a figura acima, em que São Miguel conforta as almas sedentas por Deus, Nosso Senhor, e que, segundo as disposições próprias conseguem exaurir essa aridez na Santa Missa (antífona do ofertório). Claro que toda a Santa Missa obriga a Deus a derramar suas graças de misericórdia (não apenas sobre os irmãos no purgatório, mas em todo o mundo), contudo neste dia, toda a Sagrada Liturgia se volta a esse fim.

Sim, Senhor, dai-lhes o descanso. Já se cansam em sofrer para espiar as penas temporais devido aos pecados. O Cânon da Missa nos diz como se dará esse alívio: “a todos os que em Cristo repousam, o lugar de refrigério, de luz e de paz, prestai indulgente, deprecamos. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém” (Oração Ipsis, Domine, do Canon da Missa). Rezemos àqueles que repousaram no Cristo, pois os que, infelizmente, não o fizeram não podem receber a úbere misericórdia de nosso Deus.

Portanto, Senhor, prestai a essas almas, a esses nossos irmãos, o lugar de refrigério, luz e paz, que nada mais é que está a vosso lado, na glória celeste, fim a que todos almejamos!

«Et lux perpetua luceat eis»

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2 respostas em “REQUIEM ÆTERNAM

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