I ARTIGO: DEUS (PARTE 2 DE 4)

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O Credo católico tem como premissa a existência de Deus; passamos então à indagação: o que (ou quem?) é Deus?

Deus é a essência (ou natureza) espiritual infinitamente perfeita, que existe por Si mesma e de Quem todos os outros seres recebem a existência. A natureza de Deus é Ser (ou existir), ou seja, Ele existe por propriedade natural. A Igreja confessa essa verdade pelo seu Magistério infalível:

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana crê e confessa que há um [só] Deus verdadeiro e vivo, Criador e Senhor do céu e da terra, onipotente, eterno, imenso, incompreensível, infinito em intelecto, vontade e toda a perfeição; o qual, sendo uma substância espiritual una e singular, inteiramente simples e incomunicável, é real e essencialmente distinto do mundo, sumamente feliz em Si e por Si mesmo, e está inefavelmente acima de tudo o que existe ou fora dele se possa conceber (Concílio Vaticano I, Constituição dogmática Dei Filius, Denz. 1782, destaques nossos).

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I ARTIGO: FÉ (PARTE 1 DE 4)

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Quando dizemos “Creio em Fulano”, queremos dizer que acreditamos no que ele diz, pois sua existência é óbvia. Nosso Credo se inicia com as palavras “Creio em Deus”, ou seja, no que Ele diz, pressupondo já que Ele existe. A existência de Deus é obrigatória, pois que é demonstrável pela razão (não é, pois, propriamente matéria de Fé). Começamos o Símbolo da Fé, portanto, professando “crer naquilo que Deus ensina”.

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SUFICIÊNCIA FORMAL E MATERIAL DA ESCRITURA

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Texto original aqui.

Tradução por Karlos Guedes.

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Sola Scriptura: suficiência formal versus material

 

Há uma distinção muito crítica a qual os católicos devem sempre ter em mente quando se discute o tema da Sola Scriptura. Ela determina se a doutrina da Sola Scriptura é verdadeira ou não e consiste em suficiência “material” ou suficiência “formal” da Escritura. Continuar lendo

O PAPEL DA INTENÇÃO DO MINISTRO NA VALIDADE SACRAMENTAL

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Existe uma querela no meio tradicionalista sobre a validade dos Sacramentos realizados segundo o rito novo. Os argumentos são de todos os níveis, abrangendo desde os signos sacramentais até a intenção do ministro.

Este texto visa discorrer um pouco sobre a influência da intenção do ministro para a validade sacramental porque julgamos ser o critério mais difícil de analisar. De fato, os signos sacramentais são por demais objetivos para razoavelmente se ter alguma dúvida sobre eles e, por isso, a certeza da validez por estes critérios é mais evidentemente percebida. Quando se trata da intenção, porém, vários obstáculos aparecem, tornando, sob este aspecto, o problema com uma solução não tão evidente.

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