HISTÓRIA DO RITO ROMANO

1 Antigo e venerável

Claro que não é nosso escopo esgotar toda a riqueza da história do Rito Romano. Dito isto, é mister afirmar que o Rito Gregoriano é um Rito antigo e venerável [1]. Além disso, esse Rito é o Rito dos Santos, foi ele que forjou São Francisco de Assis, Santo Antônio de Pádua, São João Bosco, São Luís Maria Grignion de Montfort. Foi essa a Missa que converteu os índios aqui no Brasil e em qualquer outra missão onde houvesse pelo menos um sacerdote, quer no Japão, quer nos Estados Unidos, quer na Índia ou na África…

Ademais, o Missal Romano não tem um autor único, ele é fruto de várias mãos durante os séculos. Sobre isso, diz o especialista em Liturgia Victor Leroquais:

O Pontifical não é nem a obra de um só homem nem a obra de um só dia. É uma obra anônima na qual trabalharam numerosos operários quase todos desconhecidos atualmente, e cuja conclusão demorou séculos. É uma catedral construída em diferentes momentos e que tem as marcas de épocas sucessivas (…) Na realidade o Pontifical Romano é a obra de quinze séculos de Fé e de vida litúrgica. O Ocidente inteiro: a Roma antiga, as Gálias, o Império Franco, mais tarde a Espanha, o Império Germânico, a França, a Grã-Bretanha e a Itália trabalharam nesta obra grandiosa (Les Pontificaux manuscrits des bibliothèques publiques de France, 1937, tomo I).

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PELO FIM DO CISMA

O estado em que a Igreja se encontra hoje releva uma situação de total desobediência e desordem, consequência da falta de autoridade. Esse texto do site Magistério da Igreja (recomendado por nós) coloca no próximo Conclave uma possível solução para crise.

O texto original pode ser lido aqui.


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Católicos, Coloquem os Joelhos no Chão: Oração pelo Conclave

A Igreja Católica enfrenta uma de suas maiores crises. A confusão doutrinária, os escândalos e as divisões internas levam muitos fiéis a questionar: temos um verdadeiro pontífice? Para onde está indo a Igreja? Em tempos de incerteza, é fácil se desesperar, mas é justamente nesses momentos que somos chamados a fortalecer nossa fé e nossa esperança.

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QUARTO MANDAMENTO

«Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus» (Dt 5,16).

A família é a primeira sociedade natural fundada sobre a união indissolúvel entre homem e mulher. Por isso esse preceito alude explicitamente à relação familiar. Seus normas, contudo, ultrapassam os limites domésticos e dizem respeito também à sociedade em si mesma, abrangendo a relação entre cidadãos e governantes, patrões e empregados e dos esposos. Portanto, o preceito positivo é o respeito à autoridade legítima, enquanto que o preceito negativo é a proibição da insubordinação e desrespeito pela hierarquia e pelos legítimos superiores1.

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A DESASTROSA REFORMA DA SEMANA SANTA

Apresentamos aqui a tradução do estudo do padre Stefano Carusi do Instituto do Bom Pastor (IBP) sobre a reforma da Semana Santa sob o pontificado do Papa Pio XII. Para tal usamos primordialmente a tradução, aparentemente oficial, para o inglês que pode ser lida aqui.

O texto original se encontra aqui.

Tradução por Karlos Guedes.

Nota do tradutor: A importância dessa reforma é primordial porque foi o precônio das reformas que se seguiram até a nova Missa de Paulo VI.

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A reforma da Semana Santa nos anos 1951-1956

 

Entre a liturgia e a teologia através das declarações de alguns dos principais reformadores (Annibale Bugnini, Carlo Braga, Ferdinando Antonelli).

Tornou-se evidente que as fórmulas do Missal Romano deviam ser restauradas e enriquecidas. O mesmo Pontífice [Pio XII] deu início a esta obra, restaurando a Vigília Pascal e o Ordinário da Semana Santa [1], que se tornou assim o primeiro passo para a adaptação do Missal Romano à nova mentalidade do nosso tempo (Paulo VI, Constituição Missale Romanum, 3 de abril de 1969).

Introdução

Nos últimos anos, a publicação de numerosos estudos relacionados com a história do debate teológico-litúrgico dos anos cinquenta lançou nova luz sobre a formação e as intenções, nem sempre abertamente declaradas na época, daqueles que foram os autores reais de alguns textos.

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SANTA MISSA

A Santa Missa é o centro do vida da Igreja. É a atualização do mistério da Redenção [1]. Ora a Redenção vicária operada por Nosso Senhor teve como escopo não apenas a salvação dos homens [2], mas quis Ele dar a Deus o mais alto grau de culto.

Enquanto culto a Deus, a Redenção operada na Cruz contempla os fins da Liturgia que foram expostos anteriormente: latrêutico, eucarístico e impetratório. Mas a Redenção também comporta outro fim exclusivo: propiciatório ou expiação.

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