A DOUTRINA DO PAPA SÃO PIO X

A crise em que vivemos impõe nos fiéis a necessidade de buscar lugares seguros para se instruir na Fé. Um desses locais é o Catecismo de São Pio X, último Papa elevado aos altares. Entretanto, o que não é de conhecimento comum, é que há dois catecismos cuja autoria é creditada a esse Santo Papa, o primeiro editado em 1905 e o segundo em 1912.

A obra de 1905 é, na verdade, de autoria de Bispos e apenas aprovada pelo Papa São Pio X. Enquanto que o catecismo de 1912 tem São Pio X como autor, tendo por intenção retificar erros ou imprecisões contidas no catecismo de 1905.

Infelizmente, é o catecismo de 1905 que é mais conhecido, vendido e distribuído, inclusive gratuitamente, pela internet, recebendo o nome, erroneamente, de Catecismo Maior de São Pio X (o que aumenta mais a confusão).

Graças a Deus e à iniciativa de bons católicos é que chega aos fiéis o Catecismo da Doutrina Cristã — não apenas com a aprovação, mas de autoria do Papa São Pio X — publicado pela Editora Realeza. O texto que exporemos abaixo explica pormenorizadamente a história e diferença entre os dois catecismos.

Os que quiserem adquirir o verdadeiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X, enriquecido com irretocáveis explicações do Revmo. Pe. Perardi — explicações essas aprovadas pelo mesmo Papa São Pio X —, podem acessar aqui a livraria da editora Realeza (Obras Católicas) com desconto exclusivo (no fechamento da compra, usar o cupom Catecismo5).

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O MATRIMÔNIO E O FEMINISMO

A reflexão que exporei neste texto foi concebida depois que, recentemente, fui a dois casamentos, culminando numa pequena tertúlia que também, por coincidência, teve como temática a mesma perícope de São Paulo aos efésios.

Evidentemente, como se deve imaginar, o texto diverge diametralmente do senso comum da sociedade (ou daquilo que querem reformar nela). A ideologia feminista que destrói a distinção no seio familiar entre homem e mulher, distinção essa concretizada no papel de ambos dentro do Matrimônio. Eis o polêmico texto sagrado:

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ORDO MMXXIV DE SÃO PIO X

Já fazia alguns anos que era nossa intenção estudar e fazer um Ordo com as rubricas de São Pio X. Finalmente na passagem de 2023 para 2024 conseguimos realizar esse projeto tão desejado após um árduo tempo de desenvolvimento.

Como é importante lembrar, o ordo litúrgico contém as instruções para organização da Missa e do Ofício diários. O que usamos tem as instruções sobre organização das Missa dominicais, preceituais e de outras festas mais notáveis.

Publicamos hoje, apesar do atraso de 15 dias, o Ordo dominical segundo as rubricas de São Pio X

EPIFANIA DO SENHOR

Na festa da Epifania do Senhor (ou primeira teofania), quatro realidades são destaques: a estrela, o Menino, os Magos e os presentes.
A estrela que ilumina o céu, sinal da manifestação de Cristo. O Menino, Verbo encarnado, que com Sua luz ilumina as trevas (cf. Jo 1,9). Os Magos, vindos do extremo da terra para adorar a Deus. Os presentes: ouro, incenso e mirra.
Assim, a estrela é a Santa Igreja que nos apresenta o Menino; Ele Se encontra nos braços daquela, que com seu consentimento nos deu o Salvador, a sempre Virgem Maria. Os Magos somos nós, os gentios, que apesar de não pertencermos ao povo escolhido, somos chamados a fazer parte da Família de Deus (cf. Hanc igitur, do Canon). E os presentes resumem o Mistério da Encarnação: Rei (ouro), Deus (incenso) e Sacerdote (mirra).
Rei, porque ao rei cabe o ouro, o metal que figura a realeza.
Deus, porque o incenso é queimado em Sua honra, o odor da santidade divina.
Sacerdote, porque a mirra é usada no sepultamento, o perfume da boa morte, morte em sacrifício pelos pecados dos homens.

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SEGUNDO MANDAMENTO

«Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o Seu Nome em vão, em favor do erro» (Ex 20,7. Dt 5,11).

O Segundo Mandamento [1] é, de certa forma, um desenvolvimento do anterior, pois tem como preceito positivo a honra e respeito a tudo o que é sagrado, aquilo que foi separado do uso profano para o serviço divino. Portanto, o preceito negativo é a proibição de tratar com familiaridade aquilo que é sagrado.

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