AS BODAS E O TEMPO DEPOIS DA EPIFANIA

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Dia 13 de janeiro, na Liturgia gregoriana, cessou o Tempo da Epifania, encerrando assim o ciclo do Natal. Entretanto, longe de resumir-se apenas a esse tempo, a Epifania como que continua ao longo do Tempo depois da Epifania, sendo ele, então, uma continuação da festa.

No primeiro domingo depois do Tempo da Epifania, a Igreja propõe o Evangelho das Bodas de Caná, marco, de certa forma, da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Por isso os Padres da Igreja marcam tal acontecimento como a elevação daquela união entre homem e mulher, na qual eles deixam pai e mãe para se unir em outro corpo (família), à dignidade de Sacramento. Em Caná, Nosso Senhor faz com que essa união natural seja não só sinal da Sua união com a Igreja (Nova Aliança), mas que realize sobrenaturalmente aquilo que simboliza e significa, ou seja, que produza a graça.

Nas Bodas de Caná (ou terceira teofania), quatro realidades são destaques: Nosso Senhor, as Bodas em si, a água feita vinho e Maria Santíssima.

As Bodas, sinal da união entre Deus e os homens, entre Cristo e a Igreja; também parábola das alegrias eternas do céu ─ a água que se torna vinho, milagre que se repete em toda Missa, quando a gota d’água é lançada ao vinho no ofertório.

Nosso Senhor, o verdadeiro Noivo, o presente das virgens prudentes, a Quem nos deu a Virgem Prudentíssima; Ele é Quem nos prepara para as Núpcias Eternas no Paraíso.

O vinho, que representa — como atestam a Escritura e Santo Tomás — a verdadeira alegria e a Caridade perfeita.

Maria Santíssima, aquela capaz de fazer o Senhor antecipar Sua hora. Ela nada mais fala a não ser: «Fazei tudo o que Ele mandar».

Assim, a água feita vinho é a realização e cumprimento da lei, o vinho novo, melhor que o velho: a Nova Aliança selada no Sangue do Senhor, a Aliança feita com a Igreja na pessoa de São João Evangelista ao receber Nossa Senhora: «Guardaste o Vinho bom até agora». Essa água feita vinho também é a conversão de nossa alma, ou melhor, de todo nosso ser para Deus; assim como a água misturada ao vinho no cálice na celebração da Missa é nossa participação na divindade dAquele que Se dignou assumir nossa humanidade (cf. oração Deus qui humanæ do ofertório).

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