ABOMINÁVEL DESOLAÇÃO: FIM DOS TEMPOS (2)

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publicamos sobre o fim dos tempos e os sinais que o antecederão. Aqui daremos uma complementação ao anterior. Note-se que o primeiríssimo sinal, o início do fim, é a apostasia geral. O texto base no qual as Escrituras nos revelam os últimos acontecimentos é o Evangelho segundo São Mateus 24,15-51, que assim se inicia:

Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas (Mt 24,15s).

Mas a qual predição de Daniel Se refere Nosso Senhor? Ei-la:

Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o devastador, até que a ruína decretada caia sobre o devastado (Dn 9,27).

Vê-se até aqui, então, ainda três termos a se elucidar: «lugar santo», «cessação do sacrifício e oblação» e «o devastador».

Sobre «o devastador» aludido pelo Profeta Daniel, o Bispo inglês Richard Challoner afirma ser ele o anticristo e, por isso, esta profecia está relacionada com o fim dos tempos. O frei George Haydock, que é do século XIX, destaca que a obra da abominação começará antes do anticristo propriamente, através do que chama de «seus precursores» (his precursors) e que “a abominação da desolação será mais completamente cumprida, quando eles [anticristo e precursores] tentarão abolir o Santo Sacrifício da Missa” (destaques nossos).

Santo Hipólito, já no século II, em seu tratado sobre o Anticristo, mencionado por Eusébio, São Jerônimo e Photius, assim escreve:

As igrejas lamentarão profundamente porque não haverá oblações, nem incenso, nem adorarão Deus (…) Naqueles dias a liturgia da Missa será negligenciada, a salmodia cessará, a recitação da Escritura não será ouvida (Apud G. Haydock, destaques nossos).

Ora, não é isso que Bugnini e sua comissão, com aprovação do Papa Paulo VI, fizeram ao promover a deforma da liturgia da Missa? Seriam eles os precursores mencionados pelo padre Haydock (em nossa opinião, sim, uma vez que a apostasia das nações é patente, clara e ululante!)?

Passemos a considerar o termo «lugar santo» e o grau da tribulação (Mt 24,21). Santo Tomás, em seu comentário ao Evangelho de São Mateus, fala de duas hipóteses para isso:

  1. A perniciosa doutrina que se instalará na Igreja (lugar santo); neste sentido, Santo Agostinho interpreta as estrelas caídas do céu pela cauda do dragão (cf. Ap 12,4) como a recepção por parte dos Bispos da heresia (cauda do dragão, mentiroso, desde o princípio e pai da mentira), interpretação retomada por São Roberto Belarmino.
  2. Ou a ereção de uma Anti-igreja, pelo anticristo (ou seus precursores), que em tudo se parecerá com a verdadeira Igreja (tribulação como nunca houve; perdição dos eleitos). Corção já identificou a Outra igreja, erigida por ocasião do Vaticano II: A descoberta da Outra.

Não enxergamos, entretanto, como conflitantes essas visões. São, pois, harmonizáveis:

  • Haverá (já há) na Igreja a instalação da má doutrina absorvida pela alta hierarquia: assim se cumpre a “tribulação no lugar santo”;
  • Far-se-á (fez-se) uma Anti-igreja, dando assim noção ao grau da tribulação: assim se cumpre “tribulação como nunca houve ou haverá que, se possível fosse, nem os eleitos se salvariam”.
  • Findar-se-á o Sacrifício (não significa, necessariamente, a invalidade da Missa, já discutida aqui, mas ao menos o fim do caráter e da noção sacrifical da Missa, como pode ser visto aqui e noutra publicação): assim se cumpre a “cessação dos sacrifícios e oblações”, predita por Daniel ─ Dn 9,27).

A hierarquia, já não suportando a sã doutrina (cf. II Tm 4,3), ajustará o erro para si de tal modo que se fará uma Outra que combaterá o Sacrifício da Missa. Eis, portanto, que já estamos neste momento.

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